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Abracadabra da Vida

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"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"



 
 
Quando podemos, gostamos de ir passear um no parque da cidade! Levamos a bola e descontraímos um pouco :) Desta vez levamos uns apetrechos extra... esta coroa que estava à espera de ver a luz do dia :) E ela andava ansiosa por umas fotos de princesa.
 
O Pedro...bem, gabo-lhe a paciência para aturar a mãe e as suas ideias repentinas, bem como a sua loucura atrás da câmara fotográfica, sempre que capta estas expressões ;)
 
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Grande falha minha, ainda não deixei ficar aqui o testemunho do dia em que o Pedro conheceu o lado de fora do seu minúsculo, mas aconchegante habitáculo!

Dia 27 de Dezembro de 2013, esse dia tão ansiado chegou! Estávamos a postos, mala pronta, li e reli a minha lista de coisas a levar para o hospital vezes sem conta. Estava tudo pronto e um nervoso não muito miudinho acompanhou-me todo o dia! Sim, porque isto de ter as coisas marcadas para o fim do dia dá cá uns nervos! Ora parece que o relógio, incrivelmente, se adianta sozinho, ora perece que está parado no tempo!

Às 18h, chegamos ao hospital! Fizemos o "check in" e fomos deixar as coisas no quarto! Dali a pouco entra a enfermeira e encaminha-nos para o piso 2, para me prepararem para o grande momento. Já na sala de preparação, estava eu, a Bárbara e o Bruno. Todos muito ansiosos pela chegada do novo pequenino Pedro. Entretanto, chega a minha cunhada e sobrinha, para se juntarem a nós e ficarem com a Bárbara, quando nós entrássemos para a sala de operações. Deviam ser umas 20h30, quando finalmente me levam para a sala. Tudo a postos para a epidural e o anestesista pede o livro da grávida. Mas ninguém me avisa que é preciso levar...! Lá vai o marido a correr ao piso 5 e traz o livro de saúde da Bárbara ihih... enquanto o obstetra tenta adivinhar os meus valores de plaquetas e essas coisas...lá vai de novo o Bruno correr e traz finalmente o livro! Epidural dada, não custou nada e eu só rezava para que fosse bem dada para poder estar acordada, já que da Bárbara não tive essa possibilidade. Correu tudo como previsto e inicia-se então a operação. Aí foi um misto de emoções que nem consigo descrever! Chega então o grande momento, o momento em que o Pedro sai de dentro de mim, tão frágil, tão pequenino, tão lindo...foi mágico! Ao princípio não chorou e nós ficamos logo preocupados, mas ao fim de uns segundos libertou o seu grito de guerra! Só ao tirarem é que perceberam que ele estava já com mecónio [1º cocó] no líquido amniótico e já tinha nos pulmões também! A parteira encostou-o em mim para o beijar e levou-o para ser aspirado e vestido. O Bruno não mais largou o filho e esteve sempre junto dele até eu subir para o quarto. Enquanto eu chorava sem parar, pela emoção vivida, entra o meu marido na sala de operações sobressaltado, mas não me apercebi porquê, nem ninguém me disse o porquê, apenas me diziam que estava tudo bem.  Aqui chorava de alegria e preocupação sem saber o que se passava ao certo e só queria sair dali! 

Eu já dizia que sentia as pernas, que já podia andar, só queria estar junto do meu filho, mas puseram-me na sala de recobro! Na sala só olhava para o relógio e só dizia "eu estou bem, já sinto tudo, podemos subir?", eles foram impecáveis e lá acalmaram o meu coração ao me dizerem que estava tudo bem, o Pedro teve "apenas" uma paragem respiratória, mas já estava bem e já estava no quarto livre de perigo! Eram 23h15 quando me levam para o quarto e assim que lá chego nada de Pedro! Não será de admirar que quase  faleço nesse momento, mas valeu-me o meu marido que me acalmou dizendo que ele estava na neo-natologia e ia lá ficar para observação, devido à paragem respiratória e mecónio nas vias respiratórias. Se por um lado estava descansada por saber que ele estava em boas mãos e monitorizado em todos os segundos, por outro queria ter o meu filho ao meu lado, poder olhá-lo e apreciá-lo e dar-lhe o meu calor. 

Ao fim de 24h tivemos a notícia de que ele regressaria ao nosso quarto. Foi uma enorme alegria e alívio! Ele estava finalmente bem!

A minha recuperação foi fantástica! Ao fim de 12h já estava em pé e cuidava do Pedro. A Bárbara dormiu na casa da madrinha na 1ª noite, mas nas seguintes duas noites, dormiu connosco no quarto. Pedimos uma cama extra e lá ficamos os 4 a dormir no quarto :) 
O amor que logo ali nasceu entre os manos foi maravilhoso!










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D. Manuel Monteiro de Castro defende que as mulheres têm um papel único na sociedade e que é ficar em casa a cuidar e educar os filhos.

Como antigamente acontecia, hoje já não é tanto assim... a mulher de hoje adquiriu um lugar na sociedade e iguais direitos em relação aos homens! Porém, e na minha opinião, é de enaltecer o que foi dito pelo bispo, pois  a função de mãe/educadora/protectora/formadora tem muito mais do que se lhe diga e eu valorizo e admiro muito as mães que tomam esta decisão de querer fazer parte integrante da vida dos filhos, sabendo que assim contribuem para um crescimento muito mais saudável e harmonioso dos seus filhos! 

Se eu pudesse sim, ficava em casa com a minha filha, pois nada me daria mais prazer do que poder ensinar-lhe tudo que tenho para ensinar, dar-lhe o meu tempo, o meu amor, a minha paixão por ser sua mãe e tanto mais...! Não faz sentido na minha cabeça, que os filhos tenham que ter horários para levantar, para comer, sair a correr logo de manhã, meios ensonados, ao frio, ao calor, para longe, para onde a vista não alcança, depois o trânsito, depois os pais chateados [ambos] porque o dia correu mal [e que culpa os filhos têm?], e muitas vezes já é tarde quando chegam a casa e o filho vai já para a cama, ... Não me cabe no coração que uma criança tenha que passar por isto, pois eu não passei e como é certo não quero que uma rotina destas faça parte da infância, das memórias de criança da minha filha.

 Mas quando não dá, não dá mesmo... ficar sem um ordenado em casa é impensável nos dias que correm e claro que primeiro está a nossa filha e o bem estar dela... E fico na esperança de um dia poder concretizar esta minha vontade, até lá, vou aproveitando cada momento que tenho [que é quase sempre escasso] para estar com ela e dar-lhe tudo que tenho para dar...
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