Por cá seguimos caminho para Arcos de Valdevez hoje no fim da tarde. Amanhã o meu irmão está de parabéns, pelos seus 23 aninhos! Devemos estar de regresso amanhã à noite. E no domingo será dia de montar a árvore de Natal.
Apesar de a minha profissão não ser “aquilo que me faz feliz”, a verdade é que nem tudo é mau. A pressão, os objetivos, a falta de reconhecimento, o passar de bestial a besta de um dia para o outro, etc… são com certeza o lado muito negativo. Mas há sempre um lado positivo e que é o contacto com as pessoas. Gosto particularmente desta parte. Às vezes é só uma troca de palavras, um bom dia ou boa tarde, outras vezes sou uma espécie de psicóloga que escuta os problemas das pessoas e contribuo com um conselho ou uma palavra de ânimo, outras vezes falamos das coisas da vida, da crise, do tempo, dos filhos, netos, dos gostos… outras vezes, como hoje, dizem-me “ e o que acontece se a minha filha não conseguir sobreviver? ”… E é nestes momentos que eu fico sem palavras e de coração partido, sem saber o que dizer… Como esta há outras histórias que me contam… Histórias de pessoas de muita força, de muita coragem… que me fazem lembrar que tenho uma grande bênção por ter uma filha saudável, por ter um marido que é um anjo e que me apoia sempre e incondicionalmente, por ter uma vida mais ou menos confortável, por ter uma família maravilhosa e unida,… é nestes momentos que eu sei que não tenho o direito de reclamar seja do que for! Como me dói ouvir estas histórias…
Manhã fria a de hoje também, parece que até ao fim de semana se mantém!
Para não variar, o dia começa sempre numa correria... Pequenos almoços tomados, roupa quentinha posta, mochila às costas... lá fomos nós para mais um dia! Acalma-me agora sentir que ela fica bem na creche. Já não fica a chorar. Já diz que quer ir para a escolinha. Deixei-a e despachei-me para mais um dia de labuta. Pelo caminho escuto os meus companheiros de viagem, e não perco uma Mixórdia... uma boa dose de animação pela manhã faz maravilhas.
Hoje tinha tudo planeado para sair à hora certa, tinha umas coisas para despachar antes de ir buscar D. Bárbara e Sr. Marido. À hora da saída chegam uns maiorais e pronto, para fazer boa figura, tive mesmo de ficar e saí tardíssimo. Consequência da saída tardia foi o trânsito que se acumulou, que andou a passo de caracol, foi a D. Bárbara que me disse na creche que não quer ir fazer xixi e no meio do nitrito grita aflita e irrequieta que queria ir fazer xixi, foi a arrumação apressada em casa, foi a roupa para engomar que já ficou para amanhã de manhã cedinho, foi o tempo a menos que tivemos para brincar com ela... Amanhã é dia de acordar com o cantar do galo!
A manhã acordou fria. Se normalmente custa sair da cama, hoje foi mais difícil ainda. E que o diga D. Bárbara que todos os dias pede por mais um pouco de cama, hoje foi mesmo difícil arrancá-la de lá. E o que me custa tirá-la da cama. Está tão quentinha! Fico encantada ao vê-la dormir, tão serena, tão angelical. É uma boa dose de inspiração para começar bem o dia e de sorriso no rosto.
O Sr. Marido acorda todos os dias com o cantar do galo. E sai sempre cedo de casa, diz que é pela fresca que melhor trabalha e aproveita para escapar ao trânsito.
Quando ela acorda já não o vê, e pergunta sempre por ele e pede para brincar com ele e que ele lhe dê a papa. À noite fica ansiosa que ele chegue para matar as saudades.
Pelo fim da tarde, aquela corrida na minha direcção e aquele abraço apertado quando a vou buscar à creche valem tudo para mim. É um dos nossos momentos.
Hoje começou uma nova fase do tratamento do meu irmão. Começou a radioterapia. Será um mês de tratamento diário. Soubemos hoje o resultado do PEP, para determinar a existência de células malignas no sangue e apenas tem no pescoço e cervical, por isso acredito que com a radioterapia irá eliminar essas células. Estou desejosa que todo este pesadelo acabe. Anseio por voltar a ver o meu irmão com toda a sua alegria e força, com aquele sorriso... Força maninho!
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Segunda feira... (...)... é sempre aquele dia que custa arrancar e hoje não foi excepção. Lá por volta do meio dia, regressou uma vez mais uma dor de cabeça, que teima em aparecer todas as segundas, enfim... por mais comprimidos que tome, apenas passa com uma boa noite de sono, e quando passa!
Mudando de assunto, desde que a moda das botas por fora das calças surgiu, não quero outra coisa! É passar um dia da maneira mais confortável!
Ontem adormeci com a convicção de que não deixaria passar em vão, um domingo que se avizinhava solarengo! Hoje acordei com a certeza de que seria mais um domingo passado por casa, por entre filmes, mantas e pipocas! E soube bem!
Aquela espécie de montanha de roupa para engomar que teimava em se acumular dia após dia... deitei-lhe as mãos...
Agora é preparar/planear mais uma semana de trabalho, decidir refeições e desfrutar de maravilhosos momentos em família...
Boa semana boa gente!!
E a saga continua! Gostava de comprar uns sapatos pretos e uns botins camel... Difícil é mesmo encontrar algo que goste e principalmente que o meu pé não se queixe muito. Então hoje dei um salto à Pull&Bear, só por curiosidade, que é raro lá entrar, e vi por lá calçado que me enche as medidas...
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| Tudo Pull&Bear |
Não são muito altos, nem muito baixos...
Falta agora saber se o pé aprova... isso é que é um grande problema!
Uma simples música ambiente no local de trabalho pode fazer toda a diferença… eu não vivo sem música!Mas no meu local de trabalho, parece um atentado à integridade física e emocional, ouvir-se uma música ambiente, mesmo que seja depois do horário de atendimento ao público. Enfim...
Isto vem a propósito de esta semana um colega meu ter levado uma pequena coluna através da qual se pode reproduzir música via bluetooth… e claro que o ambiente mudou de imediato! Eu sempre fui uma defensora que a música pode melhorar muito a qualidade do trabalho, motivar as pessoas e ajudar a construir um bom relacionamento entre colegas. No meu caso, faz-me sentir muito mais alegre, esquecer as preocupações e por consequência obter melhores resultados. Mas o meu bossy não aprova música e por isso cheira-me que foi só mesmo aproveitar esta semana que ele esteve de férias… Resta-me usar e abusar da constante comichão cerebral que me consom, em que certas músicas ficam em modo repeat todo o dia… mau…mau é quando fica em modo repeat aquela música que detestamos ou já estamos fartos de ouvir…
Estando eu a dedicar-me principalmente à família e ao trabalho, resta-me pouco tempo para me dedicar a algo que gosto muito… que é escrever!!
Mas a verdade é que também me tem faltado inspiração. Gostava também de poder ler mais… confesso que, apesar de estar a gostar de ler “O monge que vendeu o seu ferrari”, apenas consigo ler um pouco à noite e depressa se me aparece o João pestana!
Falando agora de leitura, este é sem dúvida um livro que pode mudar a minha vida, a minha forma de agir e de pensar! O autor, Robin Sharma, escreveu uma série de livros, todos em volta do mesmo tema, o bem estar do corpo, da mente e da alma… de forma a alcançar a nossa felicidade, a paz interior, a realização pessoal e profissional... O meu marido tem lido algumas das suas obras e a verdade é que o noto uma pessoa diferente, melhor, fala de uma forma positiva, fala doo trabalho de uma forma apaixonante, enfim… é cativante ouvi-lo falar! Já lhe disse que um dia destes tem que começar a fazer algumas palestras e coisas do género, que ele tem jeito para a coisa!
Mas eu também gostava de poder conseguir falar assim, sentir-me assim, bem comigo e com os outros, poder contagiar quem me rodeia com pensamentos e ideias positivas! Por isso, vou empenhar-me mesmo em seguir as pegadas do meu marido… é um bom começo para uma vida melhor e mais feliz!
Ultimamente tenho passado por algumas incertezas, inseguranças... Tenho pensado muito naquilo que quero para mim ao nível profissional! Quero muito arriscar, sair da minha zona de conforto! Insensata... talvez o esteja a ser! Nos dias que correm, lançar-me no desconhecido é algo que me assusta! Mas também me tira anos de vida acordar todos os dias de manhã com uma certa ansiedade... e nervosismo por ter de encarar mais um dia de trabalho, mais um dia de frustração...












